Empreendedorismo

Conectar pessoas e empresas através de seus propósitos em comum. Essa é a ideia do Fellipe

Escrito por formeieagora

Acho que nada que a gente faz sem vontade é fácil, ou leve. Escolhi fazer Economia sem ter nenhuma convicção, acho que assim como a maioria dos jovens nessa fase, tomamos uma decisão baseando-nos em fatores exógenos como a profissão do pai, a facilidade por certas matérias no colégio, o melhor curso em determinada faculdade, enfim…

Nunca fui muito feliz em vertentes muito ortodoxas, como acontece na PUC. E eu já pensei em pular de carreira algumas vezes, mas acabava desistindo por pressão do trabalho, dos pais, do status social…e fui arrastando até me formar.

Uma coisa que me afligia muito nessa época pré formatura era tomar uma atitude. Hoje em dia eu entendo um pouco mais desse medo. Na nossa geração, com a facilidade da internet, temos muitas escolhas possíveis!Pessoas podem ganhar dinheiro divulgando seus vídeos no Youtube ou vendendo coisas no Instagram… Isso era impensável antes de eu entrar na faculdade! E como temos muitas possibilidades, cada escolha que fazemos gera a renúncia de diversos outros caminhos, o que resulta numa certa pressão por fazermos a escolha certa.

Mas com o passar do tempo e do entendimento do que era esse medo, eu passei a acreditar que cada escolha que faço é a melhor que posso fazer naquele determinado momento, com as informações disponíveis e vivencias e experiências que já tive. A bagagem que você tem influência muito nesse processo.

Bom, em 2012, eu tomei uma atitude e pedi demissão depois de 3 anos na mesma empresa. Eu sai de onde trabalhava pois alguma coisa não estava mais fazendo sentido pra mim e eu não sabia direito o que era, só sabia que não estava mais feliz. Foi um período bem crítico. Nessa época eu ainda não estava formado; optei por começar a empreender e dei um salto de fé por acreditar numa ideia de negócio com mais dois amigos.

Essa ideia de negócio me acompanhou por um ano, até que entrei num curso de Inovação e Negócios de Valor Compartilhado aqui no Rio de Janeiro que acabou mudando bastante meus rumos.

Grande parcela dessa mudança de rumo se deu pois o curso me instigou a olhar pra dentro, a entender o meu movimento, o que eu estava fazendo, o que gostava de fazer, e acho que pela primeira vez na vida parei para olhar pra mim, pra me conhecer. Da metade para o fim do curso fomos instigados, como empreendedores, a criar alguma solução de projeto que amenizasse um problema real da sociedade. Foi ai que eu e meus dois sócios fundamos a Biz.u.

A Biz.u é uma plataforma que funciona como uma ferramenta de auxílio ao processo seletivo. Conectamos pessoas e empresas através de propósitos. Entendemos que pessoas são bem mais do que o que consta em seus currículos, e por isso criamos um método de alinhamento de perfis entre as forças das pessoas e as culturas organizacionais.

Nosso objetivo é que, com essa relação mais transparente, consigamos gerar ambientes propícios para que as pessoas sejam quem elas realmente são e que, assim, sejam mais felizes no trabalho. Essa é a minha grande motivação hoje em dia!

Eu fui o responsável pelo desenvolvimento do método da Biz.u junto com o Rafa. Hoje eu trabalho na área de comunicação e com o nosso B2C (palestras, cursos, workshops e relação com as pessoas). Nunca me imaginei no RH por ser uma pessoa mais analítica e matemática, mas o lado humano começou a falar mais forte quando entendi a importância das conexões verdadeiras e transparentes. E isso está diretamente relacionado a um sonho que tenho de que as pessoas não encapsulem sua felicidade, não dividam sua vida em gavetas, ou que só sejam felizes no happy hour ou nas ferias.

Quero ser feliz e quero que as pessoas sejam felizes em seus trabalhos, quero que elas vejam motivação naquilo que fazem todos os dias e que não cheguem segunda-feira às 7 horas da manha, desejando que a sexta chegue logo – isso é jogar a vida fora – não faz sentido nenhum pra mim.

Num horizonte de longo prazo, espero que a Biz.u não exista mais, ou não precise mais existir. Que as relações transparentes e verdadeiras entre empresas e pessoas se deem por conta própria. Isso seria lindo! Sobre a minha vida, espero estar sempre trabalhando com algo que resolva algum problema real, algo que me motiva bastante é fazer o bem para diversas pessoas. Além disso, espero estar sempre compartilhando os meus dias com pessoas que me fazem bem, como meus amigos, família e sócios. Espero viajar todo ano – trabalhando e de férias – conhecendo outras culturas, outras pessoas, outros problemas e soluções.

 

Por Fellipe Bazilio

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