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Formei em Relações Públicas, e agora?

Escrito por formeieagora

Relações Públicas, RP ou PR? – Por Marcela Benassi

Sou bi-titulada em Relações Públicas e Propaganda e Marketing pela ESAMC (Escola Superior de Administração e Marketing de Campinas) com MBA em Trends & Innovation pela Inova Busines School, mas minha eterna paixão e profissão sempre será Relações Públicas.

Antes de iniciar minha trajetória acadêmica em 2008, confesso que tive muitas dúvidas sobre essa profissão. Primeiramente pelo fato de ser uma ocupação relativamente nova no Brasil e segundo que, na época, poucas faculdades e universidades ponderavam abertamente sobre o “RP”. O maior incentivo para comunicação social era voltado sempre para Propaganda e Marketing ou Publicidade.

Me lembro como se fosse ontem quando eu fiz um teste vocacional em 2007 e minha área de vocação se deu para “artes e comunicação”. Lembro também que na época comprei o famoso ”Guia do Estudante” para me inteirar sobre as possíveis profissões que eu poderia seguir e nele havia um pequeno parágrafo sobre Relações Públicas resumindo que era atuar com eventos e cerimoniais. Claro que não foi o Guia e o teste vocacional que me fizeram decidir por Relações Públicas. Pesquisei outras fontes e no fim eu tive a certeza que RP seria minha praia. Eu estava confiante que está profissão em ascensão no Brasil poderia me trazer bons frutos e que eu poderia crescer com ela.

Não foi fácil e imagino que ainda hoje não seja simples ingressar no mercado e trabalhar diretamente com Relações Públicas, ainda mais se você estiver buscando um estágio.

 Grande parte das empresas associam Relações Públicas com uma pessoa que sabe “ser comunicativa” e por consequência diversas vagas que não necessariamente buscam a parte estratégica da RP procuram por profissionais de Relações Públicas. Faça o teste, digite Relações Públicas em um buscador de empregos. Você com certeza vai rir dos trabalhados que surgirão, mas não desanime, existem muitas empresas que valorizam minha tão amada profissão!

Mas afinal, o que é Relações Públicas, RP ou PR?

O primeiro ponto que gostaria de deixar claro é que o RP não é um organizador de eventos, é claro que você pode trabalhar com isso ou ser um dos seus escopos de trabalho, mas obviamente esta profissão vai muito além de uma organização de eventos.

Vou citar três focos de trabalho que um RP pode exercer em uma empresa ou organização:

Mídia espontânea/ Assessoria de Imprensa: Muitas empresas e gestores ainda acreditam que que a assessoria de imprensa é apenas para celebridades e apenas grandes organizações. Porém é importante ressaltar que ela pode e deve ser trabalhada em todos os portes de empresas e segmentos. Quando é desenvolvido um excelente trabalho de relacionamento com jornalistas, o resultado é sem dúvida positivo.

Branding: De maneira geral é o conjunto de ações estratégicas para posicionar a empresa no mercado. Desenvolver e manter uma imagem consistente que se comunique de uma maneira “personalizada” e clara.

Parcerias estratégicas: Este trabalho deve sempre estar muito bem alinhado com as estratégias da organização como um todo, assim o RP deve identificar e estruturar oportunidades de parcerias estratégicas que tragam ganhos para as empresas.

Não quis trazer aqui eventos e a clássica administração de crise pois acredito que ambas são mais conhecidas e consolidadas hoje em dia.

Pois bem, esse universo em grande ascensão possibilita e, tenho certeza que de maneira positiva, novas frentes que ainda estão surgindo e surgirão, inclusive com o “Boom” digital. Sempre penso quando “gafes” de grandes marcas com anúncios e comunicação preconceituosa, por exemplo e penso? “Gente cadê o RP dessa marca para falar que isso pode gerar uma repercussão negativa? ”. De fato, o empowerment que de maneira resumida é o poder dentro de uma sociedade faz com que tenhamos mais cautelas tanto dentro de uma organização quanto fora dela.

Como foi ingressar ao mercado como RP

Meu primeiro emprego não foi no segmento de Relações Públicas, mas como hoje mais do que nunca precisamos entrar no mercado de trabalho cedo, com 19 anos fiz estágio em uma agência de publicidade e atuei em diversas frentes como mídia, produção gráfica, atendimento e prospecção. Não era uma paixão, mas continuei no emprego e segui em busca de um emprego na área de RP.

 Depois desse, alguns outros desafios foram surgindo até eu conseguir ingressar e começar a trabalhar com o que eu realmente queria, na área de Relações Públicas. Sempre refletia nas entrevistas em que participava se o segmento me encantava, afinal eu teria que me dedicar de 9 a 10 horas do meu dia aquilo e se eu não gostasse do que fazia com certeza eu não seria feliz. E não era o dinheiro que me recompensaria. Lembro-me de ter negado uma proposta de uma grande empresa porque simplesmente não me interessava pelo segmento.

Ingressei no segmento de hotelaria onde eu trabalho há mais de cinco anos. Hoje, eu atuo como Analista de Marketing de um grupo de Hotels & Resorts na área de Relações Públicas com diversas frentes de trabalhos.

Uma das coisas que mais me motivam em minha carreira é simplesmente não ter uma rotina especifica, não existe um trabalho igual semanalmente, isso com certeza não me faz cansar do que o faço. Várias novas ideias e projetos vão surgindo ao longo dos meses e o desafio é sempre viabilizar e fazer com o que trabalho tenha êxito, seja qual frente de trabalho for.

Quando a gente faz o que gosta, tudo fica mais fácil 🙂

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